Sejam bem vindos!

Bem vindos ao meu mundo... o mundo das "Coisas de Rosana".

Espero que apreciem e também possam contribuir de alguma forma para torná-lo ainda melhor.

sábado, 4 de outubro de 2008


Ontem eu era apenas uma garotinha, dessas que coloca os sapatos da mãe para fingir ser gente grande.

Hoje, cá estou eu e por mais difícil que me pareça, estou caminhando com os meus próprios saltos.
Um dia olhamos no espelho e não mais nos reconhecemos. Quem seremos então senão aquele em quem nos tornamos?
Daí em diante as coisas começam a ter um gosto mais amargo, pois a partir de então é que passamos a desfrutar sozinhos dos prazeres e desprazeres, dos amores e desamores, das felicidades e infelicidades da vida, mas com uma diferença marcante porque não mais poderemos nos esconder embaixo de uma cama ou atrás de uma porta qualquer, precisaremos enfrentar, gostando ou não dos resultados que teremos.
Então amamos ...
O amor se torna um marco na vida de todos, seja lá quem for, não importa a raça, a crença, a cor... ele acontece e pensamos que será infinito.
Não. 
Nos enganamos e então se vira mais uma próxima página da vida, onde iremos precisar aprender , a duras penas, como matar algo dentro de nós. Algo lindo, que nem explicações possui, mas que pelo simples fato de existir às vezes nos vemos obrigados a escondê-lo ou até sufocá-lo.
Por não haver explicações para o amor, não podemos descrever o que fica depois da sua partida, nem ao menos conseguimos saber se ele se foi realmente.
Nós, por natureza, tentamos camuflar a tristeza com um sorriso. Às vezes por instinto, outras por força de vontade, mas alguns, um pouco mais revoltados com a vingança cruel da vida, se negam a camuflar essa tristeza e persistem em derrotá-la. E eu, particularmente, me encaixo nesse polo de humanos que não se contenta com farrapos e que luta com todas as suas forças para ver chegar o fim, seja ele bom ou ruim, mas sem precisar carregar a culpa ou o arrependimento de ter voltado da guerra antes do final.
Por isso, como diz o poema, que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure, eu irei lutar a favor e não contra esse sentimento que teima em estabelecer residência, talvez vitalícia, talvez temporária, mas não momentânea.

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