De cultura!!!
Não existem critérios para seleção de nossos representantes.
Eu sei que vivemos numa sociedade “democrática” e “livre”, mas daí a pensarmos que um sujeito, praticamente analfabeto, quando não o é totalmente, possa administrar e nos representar como povo, já é acreditar em conto de fadas.
Que fique bem claro que eu não estou fazendo apologias à elite. Estou sim defendendo a educação e a cultura.
Eu tenho o privilégio de pertencer a um ínfimo percentual de brasileiros que conseguiram concluir um curso superior, e olha que eu NUNCA fui aprovada em nenhum programa de incentivo como FIES, PROUNI ou qualquer outro. Não que não tenha tentado, mas sempre fui recusada em todos, apesar de também nunca ter entendido os critérios, pois sou fruto de uma família humilde de mãe servente e pai garapeiro. Ainda assim, com muito esforço, consegui me formar. Portanto, não estou a defender essa ou aquela classe social, apenas entendo que é preciso um mínimo de conhecimento para administrar seja lá o que for.
Eu sou habilitada há mais de 15 anos, dirijo muito bem, obrigada. Entretanto, se alguém me der a chave de um caminhão e esperar que eu o conduza, irá me ouvir recusar a empreita, pois me perderia entre aquele amontoado de botões, marchas e etc.
E o que é o Brasil, nossos estados, nossos municípios, senão caminhões CARREGADOS de pessoas, de brasileiros, ávidos por descobrir como será a condução destes “veículos” nos próximos quatro anos de mandato?
Nada contra os “Zés das couves”, os “Chicos dos hambúrgueres”, os “Joãos das padarias”, mas é necessário que existam critérios para seleção de nossos candidatos.
Estou, nestes últimos dias, aproveitando cada segundo do meu tempo “livre” para devorar umas apostilas afim de prestar um concurso público. Estou fazendo quase o impossível para conseguir ler a maior parte do material sugerido no edital e, mesmo assim, corro um enorme risco de passar longe da classificação. Sem mencionar que o concurso exige apenas o ensino médio completo.
Pronto, chegamos onde eu gostaria!
Edital e ensino médio completo.
Taí, poderia ser uma forma de aplicar critérios para selecionar nossos futuros representantes.
Eu, como milhares de pessoas, não tenho que atender a inúmeras exigências listadas num edital para ter o direito de concorrer a uma vaga de cargo público? Não é preciso um mínimo de escolaridade, levando em conta a responsabilidade que o cargo exige? Então, porque essas exigências não se aplicam também na hora de selecionar futuros candidatos? Não serão eles “funcionários públicos”, representantes de um sem número de eleitores?
Definitivamente o sujeito que não entende patavinas de administração pública não será capaz de realizar um bom mandato. Isso não é discriminação é reivindicação.
Por que educação e cultura são critérios de seleção para fazer parte do quadro de funcionários de uma empresa privada e não o são da empresa pública?
Na minha singela opinião, o mínimo que se pode esperar de um futuro candidato são esforço e, pelo menos, um projeto. Pois, ir pras ruas angariar votos, quando não se sabe nem o que fazer com o cargo que se pretende empossar é uma Vergonha, como diria meu colega de profissão Bóris Casoy.
Eu, sinceramente não acredito que meu discurso possa comover ou promover mudanças nas formas de política brasileiras, mas é minha forma de tentar mudar o mundo, pois esse foi um compromisso que firmei comigo mesma ao entrar para a faculdade de Comunicação Social.
E viva a liberdade de expressão!


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